Seguidores

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Kabires – Os 8 Deuses do Fogo

Kabires – Os 8 Deuses do Fogo



No ano de 1950 a.C., na ilha de Samotrácia (atualmente Samandrakis), viveram os Kabires da Samotrácia. A Grécia era então considerada o centro dos Mistérios Antigos.
A Samotrácia é uma pequena ilha no arquipélago grego, entre a Ásia Menor e a Grécia. Seus deuses eram tidos como idênticos aos poderosos Cábiros – os Dióscuros e os Coribantes. Eram oito os deuses cabíricos, divididos em quatro categorias: Oxieres, Axio-Keroa, Dióscuros e Coribantes.
Havia também sete divindades, os sete espíritos adiante de Júpiter, que foram veneradas em Tebas, Lemnos, Frígia, Macedônia e em especial na Samotrácia, onde não era permitido a nenhum profano falar deles ou sequer nomeá-los. Ainda abaixo delas, muitas divindades ligadas aos Mistérios Menores.
Seus ritos envolviam a navegação (ou seja, a arte de dominar as Águas da Vida), com cultos aos Dióscuros (Cástor e Pólux), e esses deuses da Navegação eram cultuados com fervor pelos Adeptos.
Seus Mistérios foram levados à Frígia por Dardanus, e após para a Itália, onde foram confiados às Vestais, sacerdotisas de Vesta que conservavam o Fogo Sagrado da Deusa (a Mãe Kundalini) e eram obrigadas a manter a Castidade.
Os Mistérios da Samotrácia tinham 3 fases: na primeira celebrava-se a morte de Cashmala por seus três irmãos (Aschieros, Chiochersus e Achio-Cifersa), que o perseguem e o assassinam no quarto.

Estátua intitulada Vitória da Samotrácia
E aqui se repetem as Tradições de Osíris, Adônis, Jesus, Baco, Balder e Hiram Abiff, entre outras. Os Mistérios Kabíricos eram muito respeitados entre os antigos.
As crianças eram incluídas nos cultos, com a mesma dignidade e respeito dos adultos.
Os criminosos que lograssem atingir o santuário ficavam livres de perseguição.
A expedição dos Argonautas, acatando o conselho de Orfeu, deteve-se na ilha da Samotrácia para que seus membros fossem iniciados nos Ritos Kabíricos.
A principal ciência da Samotrácia foi a estratégia, e os oficiais militares eram chamados Estrategas ou Estratégios. Tinham uma escola militar e científica, de onde saíram os melhores capitães da Grécia.
Seus Mistérios tinham por finalidade a coragem e o patriotismo, e os que se destacavam ao serviço da pátria eram anualmente coroados em celebração pública.
Com relação a isso, lembramos o ocorrido nas Termópilas (portas quentes), desfiladeiros da Grécia continental, na costa meridional do Golfo de Lâmia, servindo de passagem entre a Tessália e a Lócrida. Aí se travou, em 489 a.C., o encarniçado combate entre os persas invasores e os 300 espartanos de Leônidas. Após dois dias, foram traídos por Efialfo, que indicou uma passagem secreta aos persas, permitindo atacá-los pelas costas. Lutaram então Leônidas e seus comandados até o último homem.
Os Mistérios Kabíricos, não sendo senão uma translação dos do Egito, exerceram grande influência sobre a civilização grega, o que bem atesta o elevado grau de sua civilização.
Segundo o VM Samael Aun Weor, os 8 Kabires (termo semítico que significa Os Grandiosos) possuem uma antítese, os 8 “Kabires Negros”. Os Kabires são Deuses (Devas) do Fogo ligados intimamente à Kundalini do centro da Terra. Este fogo é distribuído harmonicamente de acordo com o dualismo do yin-yang para a manutenção e preservação da vida na superfície e no interior do planeta.
O Pai-Nosso esotérico e o Pai-Nosso em hebraico
Posted: 08 Jan 2014 05:01 AM PST
Esta sagrada e belíssima oração gnóstica, relatada no Evangelho de Mateus (6:9 a 13), é muito conhecida e dispensa mais apresentações. No relato, Jesus a trouxe à multidão que acompanhara sua pregação no Monte das Oliveiras.
Essa oração sagrada, ensinada por Nosso Senhor Jesus o Cristo, o Logos, é poderosa porque beneficia a alma e o corpo de todos aqueles que o praticam. O Pai-Nosso é dividido em 7 petições, as quais conectam nossa pessoa humana a nosso Real e Verdadeiro Ser.
Sabemos que temos 7 corpos e também 7 chacras principais. Cada uma das petições, bem trabalhada e com profunda devoção, unindo Concentração e Imaginação Positivas, equilibra, cura e “alinha” cada um desses chacras e corpos.
As 7 petições do Pai-Nosso dividem-se em 3 partes:
Invocação, Súplica e Entrega e, finalmente, agradecimento
O interessante é que podemos fazer analogias entre o Pai-Nosso cristão e a oração da Abertura, do Alcorão islâmico. Esta oração islâmica (Surat al Fátiha, ou Surata da Abertura), compõe-se de 7 partes e é uma invocação das graças do Todo-Poderoso, e também uma total entrega de nossos destinos a Ele. Outra analogia é que essas duas orações, na sua língua original, começam com a letra “B”, a qual corresponde cabalisticamente ao número 2.
Ou seja, para o Cabalista, só se pode atrair a atenção de Deus para que Ele opere milagres dentro de nós quando compreendemos o Mistério do Arcano 2, a Sacerdotisa, o Cristo Cósmico. Tanto uma oração quanto a outra nos conectam com o Cristo Íntimo.
Em seguida, entregaremos uma análise esotérica sobre as 7 petições do Pai-Nosso, recordando que sempre devemos orar com a Consciência e com o coração. Assim, devotadamente, nos conectaremos mais e mais com nossa Divina Presença, o “Eu Sou Cristo”, o nosso Cristo Interior, aquela Centelha Divina que é um fragmento glorioso do Exército da Voz, do Cristo Cósmico e Infinito.
PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS
Introdução à Oração Sagrada. O Pai aqui é nosso Ser Interno, que é, que existe, em nossos Mundos Superiores de Consciência. Esse Céus são nossos estados de supraconsciência. É a primeira parte da Invocação, onde se Conjura o nome sagrado de Deus.
1. SANTIFICADO SEJA VOSSO NOME
O nome de Deus aqui está sendo usado de forma pura e devota. Devemos aqui aprofundar nossa entrega a Ele. Nesse momento a Graça de Deus começa a descer sobre nós, depois de invocado o Nome do Pai. Essa Graça, essa Energia Cósmica, começa a iluminar nosso corpo espiritual, Atman, e nosso chacra coronário. A cor é violeta.
2. VENHA A NÓS O VOSSO REINO
Aqui devemos pedir que toda a sua Presença e Poderes trabalhem sobre nós, para que sejamos Transformados. Corresponde ao corpo da Consciência (nosso verdadeiro Lar é nossa Consciência), ou corpo búdico, e o chacra é o frontal. As cores são o azul e o rosa.
3. SEJA FEITA A VOSSA VONTADE
Imploramos que a Vontade d’Ele se faça, e que conheçamos essa Vontade para que a obedeçamos conscientemente. O Conhecimento (Gnose) nos ajuda a Ter a verdadeira Fé, ou Fé Consciente. Corresponde ao corpo Causal, Manas ou, ainda, corpo da Vontade.
4. ASSIM NA TERRA COMO NOS CÉUS
Devemos implorar ao Pai que harmonizemos nossa vida material com a espiritual, “viver no mundo mas não pertencer a ele”, como diziam os cátaros. Os céus são representados por um triângulo que desce e a terra por um triângulo que sobe. Essa harmonia forma a Estrela de Seis Pontas, a qual representa o chacra cardíaco. Corresponde também ao corpo mental. A mente é o intermediário que une o físico ao espiritual. Ou a mente está a favor do espírito ou a favor da matéria.
5. O PÃO NOSSO DE CADA DIA DAI-NOS HOJE
Esse Pão é a energia curativa da Divindade que abastece nossa bateria principal, que se localiza no chacra solar (onde se acumulam nossos átomos solares, ou Prana). Corresponde também ao corpo astral.
6. PERDOAI NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO
Com essa Graça poderemos Ter energia suficiente para nossos karmas serem perdoados pelos Senhores da Justiça Divina. As ofensas verdadeiras correspondem, no mundo das energias, a nosso chacra prostático/uterino, pois a Fornicação, sendo uma ofensa ao Espírito Santo, deve ser paga de qualquer jeito. (“Todos os pecados serão perdoados, menos aquele cometido contra o Espírito Santo.”) Essa energias sexuais mal canalizadas nos desconectam de nosso Ser Interno. Corpo etérico, ou corpo da saúde.
7. MAS LIVRAI-NOS, SENHOR, DE TODA A ILUSÃO E DE TODO O MAL
Somente a Presença Divina pode anular toda a energia negativa que tende a nos levar à inconsciência. Esse mal, energeticamente falando, corresponde ao nosso chacra básico, o qual é assento não somente da sagrada Kundalini, mas também, em seu aspecto negativo, ao Átomo do Inimigo Secreto. É a concentração das energia atômicas negativas, as quais invadem todo o corpo quando morremos, quando a consciência abandona o corpo.
AMÉM… AMÉM… AMÉM…
O Amém corresponde ao AOM oriental, e significa Eu Aceito, Faça-se, Cumpra-se, Realize-se. Ou, Que Assim Seja, Desejo que isso faça parte de mim…
Para finalizar, eis o que dizem os mestres Samael e Krum-Heller sobre esta sagrada oração: O PAI-NOSSO
A mais poderosa de todas as orações ritualísticas é o Pai-Nosso. Esta é uma oração mágica de imenso poder. Imaginação, Inspiração e Intuição são os três caminhos obrigatórios da Iniciação.
O Mestre Huiracotcha diz o seguinte: “Primeiro é preciso ver interiormente as coisas espirituais e depois tem-se que escutar o Verbo ou palavra divina para ter nosso organismo espiritual preparado para a Intuição.
Esta trindade encontra-se nas três primeiras súplicas do Pai Nosso, a saber: “Santificado seja o Teu Nome”, isto é, o Verbo Divino, o nome magnífico de Deus, a Palavra Criadora.
“Venha a nós o Teu Reino”, isto é, com a pronunciação do Verbo, dos Mantras, vem a nós o Reino interno dos Santos Mestres. Nisto consiste a união com Deus, ficando tudo resolvido… Com estas três petições, diz Krumm-Heller, pedimos integralmente. E, se algum dia o conseguirmos, já seremos Deuses e, portanto, já não necessitaremos pedir.
A Igreja Gnóstica conserva toda a doutrina secreta do Adorável Salvador do mundo. A Igreja Gnóstica é a religião da alegria e da beleza. A Igreja Gnóstica é o tronco virginal de onde saíram o Romanismo e todas as demais seitas que adoram o Cristo.
A Igreja Gnóstica é a única igreja que conserva em segredo a doutrina que o Cristo ensinou de lábios a ouvido a seus discípulos.
Não somos contra nenhuma religião. Convidamos as pessoas de todas as santas religiões que adoram o Senhor a estudarem nossa Doutrina Secreta.
Não devemos esquecer que existem dois rituais: um de luz e outro de trevas. Nós possuímos os rituais secretos do Adorável Salvador do Mundo.
Não desdenhamos nem subestimamos nenhuma religião. Todas as religiões são pérolas preciosas, engastadas no fio de ouro da Divindade. Afirmamos unicamente que a Gnose é a chama de onde saem todas as religiões do universo. Isso é tudo. (texto retirado do livro Matrimônio Perfeito. Caso você se interesse em obter gratuitamente esta obra, acesse nossa Biblioteca Gnóstica.)
Surata da Abertura (Alcorão Sagrado)
1. Em nome de Deus
2. O Clemente, O Misericordioso
3. Louvado seja Deus, o senhor do Universo
4. O Clemente, O Misericordioso
5. Soberano do Dia do Juízo
6. Só a Ti adoramos, e só de Ti imploramos ajuda
7. Guia-nos à senda reta, à senda dos quais agraciastes,
Não a dos abominados, nem a dos extraviados.
Amém.
O PAI-NOSSO EM HEBRAICO
Tradução Direta do Texto Hebraico
Autor: Prof. Severino Celestino da Silva
Texto em Hebraico Transliterado
Avnu shebashamaim itkadash shemehá. Tavô malcutechá iassé retsonchá baárets caasher na’assá bashamaim.
Ten-lanu haiom lechem chuknu. Uslách-lanú et-ashmatenu caasher solchim anachnu laasher ashmu lanu.
Veal-tevienu lidei massá. Ki in-hatsilenu min-hará.
Amin.
Tradução
Pai nosso dos céus, santo é o teu nome, venha o teu reino, tua vontade se faz na terra como também nos céus.
Dá-nos hoje nossa parte de pão. Perdoa-nos as nossas culpas, quando nós perdoamos as culpas de nossos devedores.
Não nos deixes entregues à provação; porque assim nos resgatas do mal.
Amém (ou, que assim seja, que possa ocorrer assim).

Transformação das impressões e o trabalho interno

Transformação das impressões e o trabalho interno

Este tema está relacionado com a questão da Transformação de Si Mesmo. Em nossos passados diálogos, muito dissemos sobre a importância que a vida em si mesma tem. Dissemos também que um homem é o que é sua vida e que esta é como um filme que, ao desencarnarmos, nós a levamos para revivê-la (de forma retrospectiva) no Mundo Astral, e que ao retornarmos, a trazemos para projetá-la outra vez sobre o tapete do Mundo Físico.
É claro que a Lei da Recorrência existe e que todos os acontecimentos se repetem, que tudo volta realmente a ocorrer tal como aconteceu, mais as consequências boas e más, e isso é óbvio.
Bem, agora o importante é conseguirmos a transformação da vida, e isso é possível se nos propomos, profundamente...
“Transformação” significa que uma coisa muda em outra coisa diferente. É lógico que tudo está submetido a mudanças.
Existem transformações muito conhecidas da matéria; ninguém poderia negar, por exemplo, que o açúcar se transforma em álcool e que o álcool (por sua vez) se converte em vinagre pela ação dos fermentos (esta é a transformação de uma substância molecular em outra substância molecular). Sabe-se, pela nova química dos átomos e elementos, que o Rádio, por exemplo, se transforma lentamente em chumbo.
Os alquimistas da Idade Média falavam da “Transmutação do chumbo em ouro”. Sem embargo, não aludiam sempre à questão metálica meramente física. Normalmente queriam indicar, com tais palavras, a transmutação do Chumbo – o da Personalidade – no Ouro do Espírito. Assim, pois, convém que reflitamos em todas essas coisas...
Nos Evangelhos, a ideia do homem terreno, comparado a uma semente capaz de crescimento, tem a mesma significação, como a tem também a ideia do renascimento, de um homem que “nasce outra vez”. Sem embargo, é óbvio que se o grão não morre, a planta não nasce; em toda transformação existe morte e nascimento, ou morte e ressurreição.
Já se sabe que na Gnosis consideramos o homem como uma fábrica de três pisos que absorve, normalmente, três alimentos.
O alimento comum normalmente corresponde ao piso inferior da fábrica (nessa questão do estômago). O ar, naturalmente, está no segundo piso, pois está relacionado com os pulmões. E as impressões, indubitavelmente, estão associadas ao cérebro, o terceiro piso (isso é questão de “observação”, não é verdade, irmãos?).
O alimento que comemos sofre sucessivas transformações (isto é inquestionável). O processo da vida, em si mesma, por si mesma, é a transformação. Cada criatura do Universo, meus estimados irmãos, vive mediante a transformação de uma substância em outra. Um vegetal, por exemplo, transforma o ar, a água e os sais da terra em novas substâncias vitais, em elementos úteis para nós, como, por exemplo, as nozes, as frutas, as batatas, ou os limões, os feijões, as ervilhas etc. Assim, pois, tudo é TRANS-FOR-MA-ÇÃO.
Pela ação da luz solar, obtemos os variados fermentos da natureza. É inquestionável que o sensível filme da vida, que normalmente se estende sobre a face da terra, conduz toda a Força Universal rumo ao interior do mundo planetário em que vivemos.
Prém, cada planeta, cada inseto, cada criatura (e o próprio animal intelectual equivocadamente chamado homem) absorve, assimila, determinadas forças cósmicas e logo as transforma e retransmite (inconscientemente) às camadas inferiores do organismo planetário.
Tais forças, transformadas, estão intimamente relacionadas com a economia deste organismo planetário em que vivemos. Cada criatura, segundo sua espécie, transforma determinadas que, logo, retransmite ao interior da terra, para economia do mundo. Também as demais criaturas, as distintas espécies (as plantas etc.) cumprem a mesma função.
Sim, em tudo existe transformação. Assim, pois, a epiderme da terra é um órgão em transformação...
Quando comemos o alimento, tão necessário para a nossa subsistência, este é transformado (é claro, etapa após etapa) em todos esses elementos vitais, tão indispensáveis para a nossa própria existência.

O que realmente estamos recebendo, a cada instante, a cada momento, são meramente Impressões
Quem realiza dentro de nós esse processo de transformação das substâncias? O Centro Instintivo! Quão sábio é esse Centro! Realmente, nos assombramos com a sabedoria de dito Centro.
A digestão em si mesma, meus estimados irmãos, é transformação. Todos podem ver que o alimento inferido pelo estômago (ou seja, a parte inferior dessa fábrica de três pisos, que é o organismo humano) se transforma.
Se um alimento, por exemplo, passasse pelo estômago e não se transformasse, o organismo não poderia assimilar seus princípios (suas vitaminas, suas proteínas). Isso seria, simplesmente, uma indigestão. Assim, pois, conforme vamos refletindo nessa questão, chegamos a compreender a necessidade de passar por uma Transformação.
Está claro que os alimentos físicos se transformam. Mas há algo que nos convida muito à reflexão: não existe uma transformação, por exemplo, adequada das Impressões. Para o propósito da Natureza propriamente dita, não há nenhuma necessidade de que o animal intelectual, equivocadamente chamado homem, transforma realmente as impressões.
Porém, um homem pode transformar suas impressões por si mesmo, se possui, naturalmente, o conhecimento de fundo, esotérico, e compreende o porquê dessa necessidade (resultaria magnífico transformar as impressões).
No terreno da vida prática, a maioria das pessoas crê que este mundo físico vai lhe dar exatamente o que anseia e busca, e eis aí, meus estimados irmãos, um tremendo equívoco. A vida, em si mesma, entra em nós, em nosso organismo, na forma de meras impressões.
O primeiro que realmente devemos compreender é o significado deste Trabalho Esotérico, relacionado intimamente com a questão das impressões. Que necessitamos transformar a vida? É verdade! E não se poderia realmente transformar sua vida se não se transformam as impressões que lhe chegam à mente. É urgente, pois, que os que leiam esta cátedra reflitam no que aqui estamos dizendo...
Não existe, realmente, tal coisa como a “vida externa” – e vejam vocês que estamos falando de algo muito revolucionário, pois todo mundo crê que o físico é o real, porém se formos um pouquinho mais a fundo, o que realmente estamos recebendo, a cada instante, a cada momento, são meramente IMPRESSÕES.
Vemos uma pessoa que nos agrada ou que nos desagrada, e o primeiro que obtemos são impressões dessa natureza, não é verdade? Isso não o podemos negar.
A vida é, digamos, uma sucessão de impressões (e não como creem muitos ignorantes ilustrados: uma coisa sólida, física, de tipo exclusivamente material): a realidade da vida são suas impressões, claro está que a ideia que estamos emitindo através desta gravação resulta certamente difícil de se capturar, de se apreender. Constitui-se num trabalhoso ponto de intersecção.
É possível que você que me estejam lendo tenha a certeza de que vida que têm exista como tal, e não como suas impressões. Estão tão sugestionados pelo mundo físico que obviamente pensam assim.
A pessoa que vemos sentada, por exemplo, em uma cadeira, com tal ou qual traje de cor, aquele que nos sorri mais além, ou aquele outro que está tão sério etc., são para nós coisas reais, não é verdade? Porém se meditamos profundamente em tudo o que vemos chegaremos à conclusão de que o real são as impressões.
Estas, como já disse, chegam à mente através, é claro, das “janelas” dos cinco sentidos. Se não tivéssemos, por exemplo, olhos para ver ou ouvidos para ouvir, nem tato para tocar, nem olfato para cheirar, ou nem sequer paladar para saborear os alimentos que entram em nosso organismo, por acaso existiria para nós isso que se chama mundo físico? Claro que não, absolutamente não!
Então, pois, a vida nos chega na forma de impressões, e é aí onde existe a possibilidade de trabalhar sobre nós mesmos.
Ante tudo – se é isso que queremos fazer –, pois, deve-se compreender o trabalho que devemos fazer. Se não fizéssemos esse trabalho de forma correta, como poderíamos conseguir uma transformação psicológica em nós mesmos? É óbvio que o trabalho que iremos realizar sobre nós mesmos deve ser sobre as impressões que estamos recebendo a cada instante, a cada momento.
E a menos que o apreendamos, que o capturemos etc., nunca ninguém compreenderia o significado do que no Trabalho é chamado de PRIMEIRO CHOQUE CONSCIENTE.
O Choque relaciona-se com essas impressões que são tudo quanto conhecemos do mundo exterior, que estamos recebendo, que tomamos como se fossem as verdadeiras coisas, as verdadeiras pessoas.
Necessitamos, então, transformar nossa vida, e esta é INTERNA. Ao querer transformar esses aspectos psicológicos de nossa vida, obviamente necessitamos trabalhar sobre as impressões – que entram em nós, é claro.
Por que nós chamamos ao trabalho sobre a transformação das impressões de Primeiro Choque Consciente? Por um motivo, meus queridos irmãos gnósticos, por um só motivo: porque, simplesmente, é algo que de nenhuma maneira poderíamos efetuar de forma meramente mecânica!
Isso jamais acontece mecanicamente. Necessita-se de um esforço autoconsciente. Está claro que um aspirante gnóstico que comece a compreender essa classe de trabalho, começa obviamente também a deixar de ser um homem mecânico, que serve exclusivamente aos interesses da Natureza; uma criatura absolutamente adormecida, que simplesmente não é mais que um “empregado da Natureza”, para os fins econômicos da mesma, os quais não servem, de modo algum, aos interesses de nossa própria Autorrealização Íntima.
Se vocês começam, agora, a compreender o significado de tudo quanto lhes está sendo ensinado neste texto... se pensam, agora, no significado de tudo quanto lhes é ensinado a fazer, digamos pela vida do esforço próprio (começando com a OBSERVAÇÃO DE SI MESMOS), sem dúvida verão, meus queridos irmãos gnósticos, que no lado prático do Trabalho Esotérico tudo se relaciona com a transformação das impressões e o resultado, naturalmente, das mesmas.
O trabalho, por exemplo, sobre as emoções negativas, sobre os estados de humor irritadiços, sobre a questão da Identificação, sobre a Autoconsideração, sobre os Eus sucessivos, sobre as Autojustificativas, sobre as desculpas e sobre os estados inconscientes em que nos encontramos... relacionam-se em tudo com a transformação das impressões e o que resulta disso.
Assim, convém, meus queridos irmãos gnósticos, que de certo modo o trabalho sobre si mesmo se compara com a dissecação, no sentido de que é uma transformação. Quero que vocês reflitam profundamente nisso, que compreendam, pois, o que é o Primeiro Choque Consciente. É preciso formar um “instrumento de mudança” no lugar de entrada da impressões; não esqueçam isso.
Se mediante a compreensão do trabalho você podem aceitar a vida como um Trabalho (realmente esotérico), então estarão em um estado constante de Recordação de Si Mesmos. Este estado de consciência de si mesmo os levará, naturalmente, ao terreno vivente da transformação das impressões, e assim normalmente (ou supranormalmente, melhor dizendo), ao de uma vida distinta, no que a vocês naturalmente diz respeito.
Ou seja, que a vida já não trabalhará mais sobre todos vocês, meus queridos irmãos, como o fazia antes. Vocês começarão a pensar e a compreender de uma nova maneira, e este é o começo, naturalmente, de sua própria transformação. Porque enquanto vocês seguires pensando da mesma maneira, tomando a vida da mesma maneira, é claro que não haverá nenhuma mudança em vocês.
Transformar as impressões da vida é transformar-se a si mesmo, meus queridos irmãos gnósticos, e só uma maneira de pensar inteiramente nova é que pode efetua-lo. Todo esse trabalho, pois, dirige-se rumo a uma forma radical de transformação. Se não nos transformamos, nada se consegue.
Compreenderão vocês que a vida nos exige continuamente reagir. Todas essas reações forma nossa vida, nossa vida pessoal. Cambiar a vida não é cambiar as circunstâncias meramente externas. É cambiar realmente as próprias reações.
Porém, se não vemos que a vida exterior nos chega como meras impressões que nos obrigam incessantemente a reagir – de uma forma, digamos, mais ou menos estereotipada –, não veremos de onde começa o ponto que realmente possibilite o câmbio, e de onde é possível trabalhar.
As reações, que formam nossa vida pessoal, são quase todas de tipo negativo. Então, também nossa vida será negativa, não será mais que uma série sucessiva de reações negativas, que se dão como resposta incessante às impressões que chegam à mente.
Logo, nossa tarefa consiste em transformar as impressões da vida, de modo que não provoquem esse tipo de reações negativas a que estamos tão acostumados.
Porém, para consegui-lo, é necessário estarmos nos AUTO-OBSERVANDO de instante em instante, de momento em momento. Assim, as impressões não chegam de um modo mecânico, e isso equivale a começar a viver mais conscientemente.
Um indivíduo pode permitir, dar-se ao luxo, de que as impressões lhe cheguem mecanicamente, porém se não se comete semelhante erro, se transforma suas impressões, então começa a viver conscientemente. Por isso se diz que este é o Primeiro Choque Consciente.
O Primeiro Choque Consciente radica, precisamente, na transformação das impressões que chegam à mente. Se se consegue transformar as impressões que chegam À mente, no próprio momento de sua entrada, sempre se pode trabalhar no resultado das mesmas. Está claro que ao transformá-las, evitamos que produzam seus efeitos mecânicos que sempre resultam ser desastrosos no interior de nossa psique.

Um estado de consciência de si mesmo nos levará, naturalmente, ao terreno vivente da transformação das impressões
Isso exige um sentimento definido, uma vibração definida do trabalho, uma valorização do ensinamento, o que significa que este trabalho esotérico deve ser levado até o ponto, por assim dizer, por onde entram as impressões, e desde onde são distribuídas – mecanicamente – a seu lugar de costume (pela personalidade), para evocar as antigas reações.
Quero que vocês vão entendendo um pouco mais. Vou tratar, digamos, de simplificar, a fim de que vocês possam entender. Porei um exemplo: se jogamos uma pedra a um lago cristalino, no lago vemos que se produzem impressões, e é a resposta às impressões dadas pela pedra (são as reações).
Estas se manifestam em ondas que vão desde o centro até a periferia, não é verdade? Bem, agora levem vocês, meus queridos irmãos gnósticos, este exemplo à mente. Imaginem-se, por um momento, como um lago. De pronto, aparece a imagem de uma pessoa e então a mente reage – as impressões são as que produzem a imagem que chega à mente; as reações são a resposta a tais impressões.
Se vocês jogam uma bola contra um muro, o muro recebe a impressão e vem a reação, que consiste em que, inconscientemente, a bola regressa a quem a enviou. Bem, pode ser que não chegue diretamente, porém de qualquer maneira a bola rebate e isso é reação, correto?
Bem, há impressões que não são muito agradáveis. Por exemplo, as palavras de um insultador não são, por certo, muito boas que se diga, não? Claro que poderíamos, digamos, transformar essas palavras do insultador.
Porém, sim, as palavras são como são, e então o que poderíamos fazer? Transformar as impressões que tais palavras nos produzem? Sim, isso é possível, e o ensinamento gnóstico nos ensina a cristalizar a Segunda Força (ou seja, o Cristo em nós), mediante um postulado que diz:
“Há que se receber com agrado as manifestações desagradáveis de nossos semelhantes.”
Eis aqui, pois, o modo de transformar as impressões que produzem em nós as palavras de um insultador: “Receber com agrado as manifestações desagradáveis de nossos semelhantes”.
Este postulado nos levará, naturalmente, à cristalização da Segunda Força (ou seja, o Cristo em nós), fará com que o Cristo venha a tomar forma em nós. É um postulado sublime, esotérico em 100%.
Agora, se do mundo físico não conhecemos senão as impressões, então o mundo físico propriamente não é tão externo como creem as pessoas. Como justa razão Immanuel Kant disse: “O exterior é o interior”. Então, pois, se o interior é o que conta, devemos transformar o interior: as impressões são interiores.
Assim, todos os objetos, as coisas, tudo o que vemos, existe em nosso interior na forma de impressões. Se, por exemplo, não transformamos as impressões, nada munda em nós. A luxúria, a cobiça, o ódio, o orgulho etc. existem na forma de impressões – dentro de nossa psique – e vibram incessantemente.
O resultado mecânico de tais impressões são todos esses elementos inumanos que levamos dentro e que normalmente os temos chamado de Eus (os eus, que em seu conjunto constituem-se no mim mesmo, no si mesmo, não é?).
Suponhamos que um indivíduo vê uma mulher provocativa e não transforma suas impressões. O resultado será que as mesmas – de tipo naturalmente luxurioso – exigem dele, pois, um desejo de possuí-la.
Tal desejo vem a ser o resultado mecânico da impressão recebida, e se plasma, vem a cristalizar, a tomar uma forma em nossa psique, converte-se em um agregado mais, ou sja, em um elemento inumano, em um novo eu de tipo luxurioso que vem a se agregar à soma já existente de elementos inumanos que, em sua totalidade constituem o Ego, o mim mesmo, o si mesmo.
Porém, vamos seguir refletindo: em nós existem a ira, a cobiça, a luxúria, a inveja, o orgulho, a preguiça e a gula: ira por quê? Porque muitas impressões chegaram a nós, a nosso interior, e nunca as transformamos.
O resultado mecânico de tais impressões, pois, foi a ira, foram os eus que ainda existem, que vivem em nossa psique, e que constantemente, pois, nos fazem sentir coragem.
A cobiça: indubitavelmente, muitas coisas despertaram em nós a cobiça; o dinheiro, as joias, as coisas materiais de todo tipo etc. Esses objetos chegaram a nós na forma de impressões.
Nós cometemos o erro de não haver transformado essas impressões, por exemplo, em outra coisas diferente: em uma admiração pela beleza, ou em altruísmo, ou em alegria pelo proprietário de tais ou quais coisas, enfim... e aí? Pois que tais impressões não transformadas, naturalmente, se converteram em eus de cobiça que agora carregamos em nosso interior.
No caso da luxúria, já disse que distintas formas de luxúria nos ferem na forma de impressões, e surgem, no interior de nossa mente, imagens digamos de tipo erótico, cuja reação foi a luxúria.
Como queira que então não transformamos essas ondas luxuriosas, essas vibrações luxuriosas, essas impressões, esse sentir luxurioso, esse erotismo malsão, ou não bem entendido – porque bem entendido, eu já disse que o erotismo é saudável –, naturalmente que o resultado não se faz esperar: foi completamente mecânico, nasceram novos eus dentro de nossa psique, de tipo mórbido, é claro.
Assim, hoje em dia nos cabe trabalhar sobre as impressões de ira, de luxúria, de inveja, de orgulho, de preguiças, de gula etc. (e outras tantas coisas). Também temos, dentro, os resultados mecânicos de tais impressões: feixes de eus briguentos e gritões que agora necessitamos compreender e E-LI-MI-NAR.
Todo o trabalho de nossa vida versa, pois, em saber transformar as impressões e também em saber eliminar, digamos, os resultados mecânicos das impressões não transformadas no passado.

As coisas, as pessoas, não são mais que impressões dentro de nós, dentro de nossa mente.
Se transformamos essas impressões, transforma-se a vida
O mundo exterior, propriamente, não existe; o que existe é o interno. As impressões são interiores e as reações – com tais impressões – são de tipo completamente interior. Quem poderoa dizer que está vendo uma árvore em si mesma? Não; estará vendo a “imagem da árvore”, porém não “a” árvore. A “coisa em si”, como dizia Immanuel Kant, ninguém a vê; vê-se a imagem da coisa, ou seja, surgem em nós as impressões sobre uma árvore, sobre uma coisa.
Estas são internas, são de dentro, são da mente. Se alguém, por exemplo, não faz uma modificação de suas próprias impressões internas, o resultado mecânico não se deixa esperar: é o “nascimento de novos eus” que vêm escravizar ainda mais nossa Essência, nossa Consciência; que vêm intensificar o sono em que vivemos.
Quando se compreende que realmente tudo o que existe dentro de si mesmo (com relação ao mundo físico), não são mais que impressões, compreende também a necessidade de transformar essas impressões, e ao fazê-lo, produz-se uma transformação total de si mesmo.
Não há coisa mais doa, por exemplo, do que a calúnia, ou as palavras de um insultador. Porém, se a pessoa for capaz de transformar as impressões que são produzidas em alguém tais palavras, estas ficam então como um cheque sem fundo.
Certamente, as palavras de um insultador não têm mais valor que o que lhe dá o insultado. Se o insultado não dá valor a essas palavras, as mesmas ficam se valor (repito: ainda que me seja cansativo, ficam como um cheque sem fundo).
Quando se compreende isso, transforma então as impressões de tais palavras, por exemplo, em algo distinto: em amor, em compaixão pelo insultador, e isso naturalmente significa TRANS-FOR-MA-ÇÃO.
Assim, então, necessitamos estar transformando incessantemente as impressões, não só as presentes, mas também as passadas. Dentro de nós existem muitas impressões – que cometemos o erro, no passado, de não haver transformado – e muitos resultados mecânicos das mesmas, que são os tais eus que agora há que se desintegrar, aniquilar, a fim de que a Consciência fique livre e desperta.
Quero que vocês reflitam profundamente no que estou dizendo: as coisas, as pessoas, não são mais que impressões dentro de vocês, dentro de sua mente. Se transformam essas impressões, transforma-se a vida de vocês.
Quando há, por exemplo, orgulho, isso tem por base a ignorância. De que se pode sentir orgulho uma pessoa? De sua posição social, de seu dinheiro ou do quê? Porém, se a pessoa, por exemplo, pensa que sua posição social é uma questão meramente mental, é uma série de impressões que chegaram à sua mente, impressões sobre seu estado social ou seu dinheiro.
Quando pensa que tal estado não é mais que uma questão mental, ou quando analisa a questão do dinheiro e se dá conta de que isso só existe na mente, na forma de impressões, as impressões que o dinheiro produz, é claro.
Se analisamos isso a fundo, se compreendemos realmente que o dinheiro e a posição social, e ademais não são mais que impressões internas da mente, pelo fato de compreeder que são somente impressões da mente, há transformação das mesmas. Então, o orgulho por si mesmo cai, se colapsa, e nasce de forma natural, em nós, a humildade.
Continuando com esses processos de transformação das impressões, direi algo mais. Por exemplo, a imagem de uma mulher luxuriosa chega à mente, surge na mente. Tal imagem é uma impressão, obviamente. Poderíamos transformar essa impressão luxuriosa mediante a compreensão. Bastaria com que pensássemos em que a citada imagem é perecível, em que essa beleza é, portanto, ilusória.
Se nos lembrarmos por alguns instantes de que essa mulher vai morrer e que seu corpo se tornará pó no cemitério; se com a imaginação víssemos seu corpo em estado de desintegração, dentro da sepultura, isso seria mais que suficiente como para transformar essa impressão luxuriosa em Castidade. Assim, transformando-a, não surgiriam na psique mais eus de luxúria. Então, convém que mediante a compreensão transformemos as impressões que surgem na mente.
Creio que os estimados irmãos estão compreendendo que o mundo exterior não é tão exterior como normalmente se crê. É interior, pois, tudo o que nos chega do mundo; não são mais que impressões internas. Ninguém poderia enfiar uma árvore dentro de sua mente, ou uma cadeira, uma casa, ou um palácio ou uma pedra.
Ali, tudo, em nossa mente, não é mais que impressão, e isso é tudo. Impressões de um mundo que chamamos “exterior”, porém, realmente não é tão exterior como se pensa. Convém, então, que todos nós transformemos as impressões mediante a compreensão.
Outro exemplo: se alguém nos adula. Como transformaríamos as Vaidade que tal adulador poderia provocar em nós? Obviamente, os louvores, as adulações, não são mais que impressões que chegam à mente, e esta reage na forma de vaidade, porém se se transformam tais impressões, a vaidade se faz impossível.
Como se transformariam, pois, as palavras de um adulador, essas impressões de louvores, de que forma? Mediante a Compreensão! Quando se compreende realmente que não se é mais que uma infinitesimal criatura em um rincão do universo, de fato transforma, pois, tais impressões de louvor, ou de lisonja, em algo distinto.
Converte tais impressões, digamos, no que são: pó, poeira cósmica, porque compreende sua própria posição.
Já sabemos que nosso planeta Terra é um grão de areia no espaço. Pensemos na galáxia em que vivemos, composta de bilhões de mundos... O que é a Terra? É uma mísera partícula de pó neste Infinito... E nós, somos o quê? Micro-organismos dentro dessa partícula... E aí? O que conseguiríamos com essas reflexões? MUDAR, é claro, e isso obviamente produziria uma transformação das impressões que se relacionam com a lisonja, com a adulação, com o louvor, e não reagiríamos, como resultado, na forma de orgulho, não é verdade?
Tanto mais refletimos nisso, veremos mais e mais a necessidade de uma transformação completa das impressões...
Tudo que vemos no externo é interior!
Logo, se não trabalhamos sobre o interior, iremos pelo caminho do erro, porque não modificaríamos então nossa vida. Se quisermos ser distintos, necessitamos nos transformar integralmente, e se quisermos nos transformar, devemos começar por transformar as impressões.
AÍ ESTÁ A CHAVE PARA A TRANSMUTAÇÃO RADICAL DO INDIVÍDUO!
Na própria Transmutação Sexual há transformação das impressões. Transformando as impressões animais, bestiais, em elementos de devoção, então surge em nós a transformação sexual: a Transmutação.
Creio que vocês me compreenderam. Por hoje chegaremos até esta parte de nosso discurso.
Espero que os que leiam este texto tenham a amabilidade de analisá-lo, de compre Transformação das impressões e o trabalho internoendê-lo!!!
 

Transformação das impressões e o trabalho interno

Transformação das impressões e o trabalho interno

Este tema está relacionado com a questão da Transformação de Si Mesmo. Em nossos passados diálogos, muito dissemos sobre a importância que a vida em si mesma tem. Dissemos também que um homem é o que é sua vida e que esta é como um filme que, ao desencarnarmos, nós a levamos para revivê-la (de forma retrospectiva) no Mundo Astral, e que ao retornarmos, a trazemos para projetá-la outra vez sobre o tapete do Mundo Físico.
É claro que a Lei da Recorrência existe e que todos os acontecimentos se repetem, que tudo volta realmente a ocorrer tal como aconteceu, mais as consequências boas e más, e isso é óbvio.
Bem, agora o importante é conseguirmos a transformação da vida, e isso é possível se nos propomos, profundamente...
“Transformação” significa que uma coisa muda em outra coisa diferente. É lógico que tudo está submetido a mudanças.
Existem transformações muito conhecidas da matéria; ninguém poderia negar, por exemplo, que o açúcar se transforma em álcool e que o álcool (por sua vez) se converte em vinagre pela ação dos fermentos (esta é a transformação de uma substância molecular em outra substância molecular). Sabe-se, pela nova química dos átomos e elementos, que o Rádio, por exemplo, se transforma lentamente em chumbo.
Os alquimistas da Idade Média falavam da “Transmutação do chumbo em ouro”. Sem embargo, não aludiam sempre à questão metálica meramente física. Normalmente queriam indicar, com tais palavras, a transmutação do Chumbo – o da Personalidade – no Ouro do Espírito. Assim, pois, convém que reflitamos em todas essas coisas...
Nos Evangelhos, a ideia do homem terreno, comparado a uma semente capaz de crescimento, tem a mesma significação, como a tem também a ideia do renascimento, de um homem que “nasce outra vez”. Sem embargo, é óbvio que se o grão não morre, a planta não nasce; em toda transformação existe morte e nascimento, ou morte e ressurreição.
Já se sabe que na Gnosis consideramos o homem como uma fábrica de três pisos que absorve, normalmente, três alimentos.
O alimento comum normalmente corresponde ao piso inferior da fábrica (nessa questão do estômago). O ar, naturalmente, está no segundo piso, pois está relacionado com os pulmões. E as impressões, indubitavelmente, estão associadas ao cérebro, o terceiro piso (isso é questão de “observação”, não é verdade, irmãos?).
O alimento que comemos sofre sucessivas transformações (isto é inquestionável). O processo da vida, em si mesma, por si mesma, é a transformação. Cada criatura do Universo, meus estimados irmãos, vive mediante a transformação de uma substância em outra. Um vegetal, por exemplo, transforma o ar, a água e os sais da terra em novas substâncias vitais, em elementos úteis para nós, como, por exemplo, as nozes, as frutas, as batatas, ou os limões, os feijões, as ervilhas etc. Assim, pois, tudo é TRANS-FOR-MA-ÇÃO.
Pela ação da luz solar, obtemos os variados fermentos da natureza. É inquestionável que o sensível filme da vida, que normalmente se estende sobre a face da terra, conduz toda a Força Universal rumo ao interior do mundo planetário em que vivemos.
Prém, cada planeta, cada inseto, cada criatura (e o próprio animal intelectual equivocadamente chamado homem) absorve, assimila, determinadas forças cósmicas e logo as transforma e retransmite (inconscientemente) às camadas inferiores do organismo planetário.
Tais forças, transformadas, estão intimamente relacionadas com a economia deste organismo planetário em que vivemos. Cada criatura, segundo sua espécie, transforma determinadas que, logo, retransmite ao interior da terra, para economia do mundo. Também as demais criaturas, as distintas espécies (as plantas etc.) cumprem a mesma função.
Sim, em tudo existe transformação. Assim, pois, a epiderme da terra é um órgão em transformação...
Quando comemos o alimento, tão necessário para a nossa subsistência, este é transformado (é claro, etapa após etapa) em todos esses elementos vitais, tão indispensáveis para a nossa própria existência.

O que realmente estamos recebendo, a cada instante, a cada momento, são meramente Impressões
Quem realiza dentro de nós esse processo de transformação das substâncias? O Centro Instintivo! Quão sábio é esse Centro! Realmente, nos assombramos com a sabedoria de dito Centro.
A digestão em si mesma, meus estimados irmãos, é transformação. Todos podem ver que o alimento inferido pelo estômago (ou seja, a parte inferior dessa fábrica de três pisos, que é o organismo humano) se transforma.
Se um alimento, por exemplo, passasse pelo estômago e não se transformasse, o organismo não poderia assimilar seus princípios (suas vitaminas, suas proteínas). Isso seria, simplesmente, uma indigestão. Assim, pois, conforme vamos refletindo nessa questão, chegamos a compreender a necessidade de passar por uma Transformação.
Está claro que os alimentos físicos se transformam. Mas há algo que nos convida muito à reflexão: não existe uma transformação, por exemplo, adequada das Impressões. Para o propósito da Natureza propriamente dita, não há nenhuma necessidade de que o animal intelectual, equivocadamente chamado homem, transforma realmente as impressões.
Porém, um homem pode transformar suas impressões por si mesmo, se possui, naturalmente, o conhecimento de fundo, esotérico, e compreende o porquê dessa necessidade (resultaria magnífico transformar as impressões).
No terreno da vida prática, a maioria das pessoas crê que este mundo físico vai lhe dar exatamente o que anseia e busca, e eis aí, meus estimados irmãos, um tremendo equívoco. A vida, em si mesma, entra em nós, em nosso organismo, na forma de meras impressões.
O primeiro que realmente devemos compreender é o significado deste Trabalho Esotérico, relacionado intimamente com a questão das impressões. Que necessitamos transformar a vida? É verdade! E não se poderia realmente transformar sua vida se não se transformam as impressões que lhe chegam à mente. É urgente, pois, que os que leiam esta cátedra reflitam no que aqui estamos dizendo...
Não existe, realmente, tal coisa como a “vida externa” – e vejam vocês que estamos falando de algo muito revolucionário, pois todo mundo crê que o físico é o real, porém se formos um pouquinho mais a fundo, o que realmente estamos recebendo, a cada instante, a cada momento, são meramente IMPRESSÕES.
Vemos uma pessoa que nos agrada ou que nos desagrada, e o primeiro que obtemos são impressões dessa natureza, não é verdade? Isso não o podemos negar.
A vida é, digamos, uma sucessão de impressões (e não como creem muitos ignorantes ilustrados: uma coisa sólida, física, de tipo exclusivamente material): a realidade da vida são suas impressões, claro está que a ideia que estamos emitindo através desta gravação resulta certamente difícil de se capturar, de se apreender. Constitui-se num trabalhoso ponto de intersecção.
É possível que você que me estejam lendo tenha a certeza de que vida que têm exista como tal, e não como suas impressões. Estão tão sugestionados pelo mundo físico que obviamente pensam assim.
A pessoa que vemos sentada, por exemplo, em uma cadeira, com tal ou qual traje de cor, aquele que nos sorri mais além, ou aquele outro que está tão sério etc., são para nós coisas reais, não é verdade? Porém se meditamos profundamente em tudo o que vemos chegaremos à conclusão de que o real são as impressões.
Estas, como já disse, chegam à mente através, é claro, das “janelas” dos cinco sentidos. Se não tivéssemos, por exemplo, olhos para ver ou ouvidos para ouvir, nem tato para tocar, nem olfato para cheirar, ou nem sequer paladar para saborear os alimentos que entram em nosso organismo, por acaso existiria para nós isso que se chama mundo físico? Claro que não, absolutamente não!
Então, pois, a vida nos chega na forma de impressões, e é aí onde existe a possibilidade de trabalhar sobre nós mesmos.
Ante tudo – se é isso que queremos fazer –, pois, deve-se compreender o trabalho que devemos fazer. Se não fizéssemos esse trabalho de forma correta, como poderíamos conseguir uma transformação psicológica em nós mesmos? É óbvio que o trabalho que iremos realizar sobre nós mesmos deve ser sobre as impressões que estamos recebendo a cada instante, a cada momento.
E a menos que o apreendamos, que o capturemos etc., nunca ninguém compreenderia o significado do que no Trabalho é chamado de PRIMEIRO CHOQUE CONSCIENTE.
O Choque relaciona-se com essas impressões que são tudo quanto conhecemos do mundo exterior, que estamos recebendo, que tomamos como se fossem as verdadeiras coisas, as verdadeiras pessoas.
Necessitamos, então, transformar nossa vida, e esta é INTERNA. Ao querer transformar esses aspectos psicológicos de nossa vida, obviamente necessitamos trabalhar sobre as impressões – que entram em nós, é claro.
Por que nós chamamos ao trabalho sobre a transformação das impressões de Primeiro Choque Consciente? Por um motivo, meus queridos irmãos gnósticos, por um só motivo: porque, simplesmente, é algo que de nenhuma maneira poderíamos efetuar de forma meramente mecânica!
Isso jamais acontece mecanicamente. Necessita-se de um esforço autoconsciente. Está claro que um aspirante gnóstico que comece a compreender essa classe de trabalho, começa obviamente também a deixar de ser um homem mecânico, que serve exclusivamente aos interesses da Natureza; uma criatura absolutamente adormecida, que simplesmente não é mais que um “empregado da Natureza”, para os fins econômicos da mesma, os quais não servem, de modo algum, aos interesses de nossa própria Autorrealização Íntima.
Se vocês começam, agora, a compreender o significado de tudo quanto lhes está sendo ensinado neste texto... se pensam, agora, no significado de tudo quanto lhes é ensinado a fazer, digamos pela vida do esforço próprio (começando com a OBSERVAÇÃO DE SI MESMOS), sem dúvida verão, meus queridos irmãos gnósticos, que no lado prático do Trabalho Esotérico tudo se relaciona com a transformação das impressões e o resultado, naturalmente, das mesmas.
O trabalho, por exemplo, sobre as emoções negativas, sobre os estados de humor irritadiços, sobre a questão da Identificação, sobre a Autoconsideração, sobre os Eus sucessivos, sobre as Autojustificativas, sobre as desculpas e sobre os estados inconscientes em que nos encontramos... relacionam-se em tudo com a transformação das impressões e o que resulta disso.
Assim, convém, meus queridos irmãos gnósticos, que de certo modo o trabalho sobre si mesmo se compara com a dissecação, no sentido de que é uma transformação. Quero que vocês reflitam profundamente nisso, que compreendam, pois, o que é o Primeiro Choque Consciente. É preciso formar um “instrumento de mudança” no lugar de entrada da impressões; não esqueçam isso.
Se mediante a compreensão do trabalho você podem aceitar a vida como um Trabalho (realmente esotérico), então estarão em um estado constante de Recordação de Si Mesmos. Este estado de consciência de si mesmo os levará, naturalmente, ao terreno vivente da transformação das impressões, e assim normalmente (ou supranormalmente, melhor dizendo), ao de uma vida distinta, no que a vocês naturalmente diz respeito.
Ou seja, que a vida já não trabalhará mais sobre todos vocês, meus queridos irmãos, como o fazia antes. Vocês começarão a pensar e a compreender de uma nova maneira, e este é o começo, naturalmente, de sua própria transformação. Porque enquanto vocês seguires pensando da mesma maneira, tomando a vida da mesma maneira, é claro que não haverá nenhuma mudança em vocês.
Transformar as impressões da vida é transformar-se a si mesmo, meus queridos irmãos gnósticos, e só uma maneira de pensar inteiramente nova é que pode efetua-lo. Todo esse trabalho, pois, dirige-se rumo a uma forma radical de transformação. Se não nos transformamos, nada se consegue.
Compreenderão vocês que a vida nos exige continuamente reagir. Todas essas reações forma nossa vida, nossa vida pessoal. Cambiar a vida não é cambiar as circunstâncias meramente externas. É cambiar realmente as próprias reações.
Porém, se não vemos que a vida exterior nos chega como meras impressões que nos obrigam incessantemente a reagir – de uma forma, digamos, mais ou menos estereotipada –, não veremos de onde começa o ponto que realmente possibilite o câmbio, e de onde é possível trabalhar.
As reações, que formam nossa vida pessoal, são quase todas de tipo negativo. Então, também nossa vida será negativa, não será mais que uma série sucessiva de reações negativas, que se dão como resposta incessante às impressões que chegam à mente.
Logo, nossa tarefa consiste em transformar as impressões da vida, de modo que não provoquem esse tipo de reações negativas a que estamos tão acostumados.
Porém, para consegui-lo, é necessário estarmos nos AUTO-OBSERVANDO de instante em instante, de momento em momento. Assim, as impressões não chegam de um modo mecânico, e isso equivale a começar a viver mais conscientemente.
Um indivíduo pode permitir, dar-se ao luxo, de que as impressões lhe cheguem mecanicamente, porém se não se comete semelhante erro, se transforma suas impressões, então começa a viver conscientemente. Por isso se diz que este é o Primeiro Choque Consciente.
O Primeiro Choque Consciente radica, precisamente, na transformação das impressões que chegam à mente. Se se consegue transformar as impressões que chegam À mente, no próprio momento de sua entrada, sempre se pode trabalhar no resultado das mesmas. Está claro que ao transformá-las, evitamos que produzam seus efeitos mecânicos que sempre resultam ser desastrosos no interior de nossa psique.

Um estado de consciência de si mesmo nos levará, naturalmente, ao terreno vivente da transformação das impressões
Isso exige um sentimento definido, uma vibração definida do trabalho, uma valorização do ensinamento, o que significa que este trabalho esotérico deve ser levado até o ponto, por assim dizer, por onde entram as impressões, e desde onde são distribuídas – mecanicamente – a seu lugar de costume (pela personalidade), para evocar as antigas reações.
Quero que vocês vão entendendo um pouco mais. Vou tratar, digamos, de simplificar, a fim de que vocês possam entender. Porei um exemplo: se jogamos uma pedra a um lago cristalino, no lago vemos que se produzem impressões, e é a resposta às impressões dadas pela pedra (são as reações).
Estas se manifestam em ondas que vão desde o centro até a periferia, não é verdade? Bem, agora levem vocês, meus queridos irmãos gnósticos, este exemplo à mente. Imaginem-se, por um momento, como um lago. De pronto, aparece a imagem de uma pessoa e então a mente reage – as impressões são as que produzem a imagem que chega à mente; as reações são a resposta a tais impressões.
Se vocês jogam uma bola contra um muro, o muro recebe a impressão e vem a reação, que consiste em que, inconscientemente, a bola regressa a quem a enviou. Bem, pode ser que não chegue diretamente, porém de qualquer maneira a bola rebate e isso é reação, correto?
Bem, há impressões que não são muito agradáveis. Por exemplo, as palavras de um insultador não são, por certo, muito boas que se diga, não? Claro que poderíamos, digamos, transformar essas palavras do insultador.
Porém, sim, as palavras são como são, e então o que poderíamos fazer? Transformar as impressões que tais palavras nos produzem? Sim, isso é possível, e o ensinamento gnóstico nos ensina a cristalizar a Segunda Força (ou seja, o Cristo em nós), mediante um postulado que diz:
“Há que se receber com agrado as manifestações desagradáveis de nossos semelhantes.”
Eis aqui, pois, o modo de transformar as impressões que produzem em nós as palavras de um insultador: “Receber com agrado as manifestações desagradáveis de nossos semelhantes”.
Este postulado nos levará, naturalmente, à cristalização da Segunda Força (ou seja, o Cristo em nós), fará com que o Cristo venha a tomar forma em nós. É um postulado sublime, esotérico em 100%.
Agora, se do mundo físico não conhecemos senão as impressões, então o mundo físico propriamente não é tão externo como creem as pessoas. Como justa razão Immanuel Kant disse: “O exterior é o interior”. Então, pois, se o interior é o que conta, devemos transformar o interior: as impressões são interiores.
Assim, todos os objetos, as coisas, tudo o que vemos, existe em nosso interior na forma de impressões. Se, por exemplo, não transformamos as impressões, nada munda em nós. A luxúria, a cobiça, o ódio, o orgulho etc. existem na forma de impressões – dentro de nossa psique – e vibram incessantemente.
O resultado mecânico de tais impressões são todos esses elementos inumanos que levamos dentro e que normalmente os temos chamado de Eus (os eus, que em seu conjunto constituem-se no mim mesmo, no si mesmo, não é?).
Suponhamos que um indivíduo vê uma mulher provocativa e não transforma suas impressões. O resultado será que as mesmas – de tipo naturalmente luxurioso – exigem dele, pois, um desejo de possuí-la.
Tal desejo vem a ser o resultado mecânico da impressão recebida, e se plasma, vem a cristalizar, a tomar uma forma em nossa psique, converte-se em um agregado mais, ou sja, em um elemento inumano, em um novo eu de tipo luxurioso que vem a se agregar à soma já existente de elementos inumanos que, em sua totalidade constituem o Ego, o mim mesmo, o si mesmo.
Porém, vamos seguir refletindo: em nós existem a ira, a cobiça, a luxúria, a inveja, o orgulho, a preguiça e a gula: ira por quê? Porque muitas impressões chegaram a nós, a nosso interior, e nunca as transformamos.
O resultado mecânico de tais impressões, pois, foi a ira, foram os eus que ainda existem, que vivem em nossa psique, e que constantemente, pois, nos fazem sentir coragem.
A cobiça: indubitavelmente, muitas coisas despertaram em nós a cobiça; o dinheiro, as joias, as coisas materiais de todo tipo etc. Esses objetos chegaram a nós na forma de impressões.
Nós cometemos o erro de não haver transformado essas impressões, por exemplo, em outra coisas diferente: em uma admiração pela beleza, ou em altruísmo, ou em alegria pelo proprietário de tais ou quais coisas, enfim... e aí? Pois que tais impressões não transformadas, naturalmente, se converteram em eus de cobiça que agora carregamos em nosso interior.
No caso da luxúria, já disse que distintas formas de luxúria nos ferem na forma de impressões, e surgem, no interior de nossa mente, imagens digamos de tipo erótico, cuja reação foi a luxúria.
Como queira que então não transformamos essas ondas luxuriosas, essas vibrações luxuriosas, essas impressões, esse sentir luxurioso, esse erotismo malsão, ou não bem entendido – porque bem entendido, eu já disse que o erotismo é saudável –, naturalmente que o resultado não se faz esperar: foi completamente mecânico, nasceram novos eus dentro de nossa psique, de tipo mórbido, é claro.
Assim, hoje em dia nos cabe trabalhar sobre as impressões de ira, de luxúria, de inveja, de orgulho, de preguiças, de gula etc. (e outras tantas coisas). Também temos, dentro, os resultados mecânicos de tais impressões: feixes de eus briguentos e gritões que agora necessitamos compreender e E-LI-MI-NAR.
Todo o trabalho de nossa vida versa, pois, em saber transformar as impressões e também em saber eliminar, digamos, os resultados mecânicos das impressões não transformadas no passado.

As coisas, as pessoas, não são mais que impressões dentro de nós, dentro de nossa mente.
Se transformamos essas impressões, transforma-se a vida
O mundo exterior, propriamente, não existe; o que existe é o interno. As impressões são interiores e as reações – com tais impressões – são de tipo completamente interior. Quem poderoa dizer que está vendo uma árvore em si mesma? Não; estará vendo a “imagem da árvore”, porém não “a” árvore. A “coisa em si”, como dizia Immanuel Kant, ninguém a vê; vê-se a imagem da coisa, ou seja, surgem em nós as impressões sobre uma árvore, sobre uma coisa.
Estas são internas, são de dentro, são da mente. Se alguém, por exemplo, não faz uma modificação de suas próprias impressões internas, o resultado mecânico não se deixa esperar: é o “nascimento de novos eus” que vêm escravizar ainda mais nossa Essência, nossa Consciência; que vêm intensificar o sono em que vivemos.
Quando se compreende que realmente tudo o que existe dentro de si mesmo (com relação ao mundo físico), não são mais que impressões, compreende também a necessidade de transformar essas impressões, e ao fazê-lo, produz-se uma transformação total de si mesmo.
Não há coisa mais doa, por exemplo, do que a calúnia, ou as palavras de um insultador. Porém, se a pessoa for capaz de transformar as impressões que são produzidas em alguém tais palavras, estas ficam então como um cheque sem fundo.
Certamente, as palavras de um insultador não têm mais valor que o que lhe dá o insultado. Se o insultado não dá valor a essas palavras, as mesmas ficam se valor (repito: ainda que me seja cansativo, ficam como um cheque sem fundo).
Quando se compreende isso, transforma então as impressões de tais palavras, por exemplo, em algo distinto: em amor, em compaixão pelo insultador, e isso naturalmente significa TRANS-FOR-MA-ÇÃO.
Assim, então, necessitamos estar transformando incessantemente as impressões, não só as presentes, mas também as passadas. Dentro de nós existem muitas impressões – que cometemos o erro, no passado, de não haver transformado – e muitos resultados mecânicos das mesmas, que são os tais eus que agora há que se desintegrar, aniquilar, a fim de que a Consciência fique livre e desperta.
Quero que vocês reflitam profundamente no que estou dizendo: as coisas, as pessoas, não são mais que impressões dentro de vocês, dentro de sua mente. Se transformam essas impressões, transforma-se a vida de vocês.
Quando há, por exemplo, orgulho, isso tem por base a ignorância. De que se pode sentir orgulho uma pessoa? De sua posição social, de seu dinheiro ou do quê? Porém, se a pessoa, por exemplo, pensa que sua posição social é uma questão meramente mental, é uma série de impressões que chegaram à sua mente, impressões sobre seu estado social ou seu dinheiro.
Quando pensa que tal estado não é mais que uma questão mental, ou quando analisa a questão do dinheiro e se dá conta de que isso só existe na mente, na forma de impressões, as impressões que o dinheiro produz, é claro.
Se analisamos isso a fundo, se compreendemos realmente que o dinheiro e a posição social, e ademais não são mais que impressões internas da mente, pelo fato de compreeder que são somente impressões da mente, há transformação das mesmas. Então, o orgulho por si mesmo cai, se colapsa, e nasce de forma natural, em nós, a humildade.
Continuando com esses processos de transformação das impressões, direi algo mais. Por exemplo, a imagem de uma mulher luxuriosa chega à mente, surge na mente. Tal imagem é uma impressão, obviamente. Poderíamos transformar essa impressão luxuriosa mediante a compreensão. Bastaria com que pensássemos em que a citada imagem é perecível, em que essa beleza é, portanto, ilusória.
Se nos lembrarmos por alguns instantes de que essa mulher vai morrer e que seu corpo se tornará pó no cemitério; se com a imaginação víssemos seu corpo em estado de desintegração, dentro da sepultura, isso seria mais que suficiente como para transformar essa impressão luxuriosa em Castidade. Assim, transformando-a, não surgiriam na psique mais eus de luxúria. Então, convém que mediante a compreensão transformemos as impressões que surgem na mente.
Creio que os estimados irmãos estão compreendendo que o mundo exterior não é tão exterior como normalmente se crê. É interior, pois, tudo o que nos chega do mundo; não são mais que impressões internas. Ninguém poderia enfiar uma árvore dentro de sua mente, ou uma cadeira, uma casa, ou um palácio ou uma pedra.
Ali, tudo, em nossa mente, não é mais que impressão, e isso é tudo. Impressões de um mundo que chamamos “exterior”, porém, realmente não é tão exterior como se pensa. Convém, então, que todos nós transformemos as impressões mediante a compreensão.
Outro exemplo: se alguém nos adula. Como transformaríamos as Vaidade que tal adulador poderia provocar em nós? Obviamente, os louvores, as adulações, não são mais que impressões que chegam à mente, e esta reage na forma de vaidade, porém se se transformam tais impressões, a vaidade se faz impossível.
Como se transformariam, pois, as palavras de um adulador, essas impressões de louvores, de que forma? Mediante a Compreensão! Quando se compreende realmente que não se é mais que uma infinitesimal criatura em um rincão do universo, de fato transforma, pois, tais impressões de louvor, ou de lisonja, em algo distinto.
Converte tais impressões, digamos, no que são: pó, poeira cósmica, porque compreende sua própria posição.
Já sabemos que nosso planeta Terra é um grão de areia no espaço. Pensemos na galáxia em que vivemos, composta de bilhões de mundos... O que é a Terra? É uma mísera partícula de pó neste Infinito... E nós, somos o quê? Micro-organismos dentro dessa partícula... E aí? O que conseguiríamos com essas reflexões? MUDAR, é claro, e isso obviamente produziria uma transformação das impressões que se relacionam com a lisonja, com a adulação, com o louvor, e não reagiríamos, como resultado, na forma de orgulho, não é verdade?
Tanto mais refletimos nisso, veremos mais e mais a necessidade de uma transformação completa das impressões...
Tudo que vemos no externo é interior!
Logo, se não trabalhamos sobre o interior, iremos pelo caminho do erro, porque não modificaríamos então nossa vida. Se quisermos ser distintos, necessitamos nos transformar integralmente, e se quisermos nos transformar, devemos começar por transformar as impressões.
AÍ ESTÁ A CHAVE PARA A TRANSMUTAÇÃO RADICAL DO INDIVÍDUO!
Na própria Transmutação Sexual há transformação das impressões. Transformando as impressões animais, bestiais, em elementos de devoção, então surge em nós a transformação sexual: a Transmutação.
Creio que vocês me compreenderam. Por hoje chegaremos até esta parte de nosso discurso.
Espero que os que leiam este texto tenham a amabilidade de analisá-lo, de compreendê-lo!!!

BOAS FESTAS E UM FELIZ E PRÓSPERO 2014

25 - Energia

Energia é fogo, é vida, é luz, é Deus. Energia é a vida em movimento; força; energia Divina é enviada ao homem e liberada através de seus chakras por livre arbítrio; a energia não pode ser criada, mas apenas transformada; a energia é o material utilizado pelos filhos e filhas de Deus para a cocriação com Deus.
A vida espiritual e a vida material se acham incessantemente em contato, que fenômenos
das duas categorias muitas vezes se produzam simultaneamente.
No estado de encarnação, o homem pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida
corpórea. Como vemos é através do corpo que percebemos os fenômenos do nosso meio material e através da percepção fluídica (mediunidade) que é inerente a todos os seres, que o espírito encarnado percebe as ocorrências do mundo espiritual.
------------------------------------------------------------------------------------------

23 – ESPIRITO

O espírito é o que move a alma; o ideal da alma; a polaridade masculina da divindade que necessariamente inclui Deus Mãe na sua polaridade; a alma tem a polaridade feminina que recebe
o espírito que é masculino; elemento sobrenatural que atua sobre a alma assim como a alma atua sobre o corpo; dom; pensamento ou ideia predominante; índole; ânimo; substância incorpórea que anima os seres naturais e sobrenaturais; A alma é o veiculo para a manifestação do espírito; o espírito é o que norteia a alma.

A alma que é tomada por um espírito negativo, deve recorrer ao Espírito Santo para libertar-se, caso
contrário, estará aprisionada por estados negativos de ser e estar, confundindo-se com sua própria personalidade.

A alma é a consciência do indivíduo, o espírito é o que preenche esta consciência.

------------------------------------------------------------------------------------------

26 - O ETÉREO

O Plano Etéreo é o plano mais elevado na dimensão da matéria; plano mais real e concreto do que o plano físico, mas que é experimentado através dos sentidos da alma em uma dimensão e consciência além da percepção física; deposito dos registros akashicos; mundo dos Mestres Ascenso e seus retiros; cidades etéreas de luz onde as almas superiores habitam; conhecido como céu; esta palavra vem da palavra "éter" que significa hipotético fluido cósmico extremamente sutil que enche os espaços; considerado como agente de transmissão da luz, do calor e da eletricidade; os espaços celestes.  Fazendo uma pesquisa nos principais dicionários de tradução de inglês para o português, vemos que alguns deles traduzem errados a palavra etheric, e outros, que nem traduzem esta palavra.

Só para citar dois exemplos de dicionários respeitados:
O Babylon, muito utilizado em computadores, traduz etheric, como etérico.

O Michaelis traduz
corretamente, a palavra etheric, para etéreo ou celeste.
Se pegarmos o dicionário
Aurélio, veremos que o correto é etéreo. No Aurélio não tem a palavra etérico,
pelo menos não na nossa versão de 1999, tem apenas a palavra Etéreo que
significa:

1. Relativo ao, ou da natureza do éter.
2. Fig. Sublime; puro, elevado.
3. Fig. Celeste, celestial

O Michaelis traz a palavra etérico, e vejam só o significado desta palavra, que foge ao significado
esotérico da palavra:

Adj.(éter+ico2) Quím. Diz-se de um ácido que resulta da combustão do álcool.

Eterificar, no Aurélio é: 1. Transformar (um álcool ou fenol) em éter.

Agora, no mesmo Michaelis, também encontramos a palavra, etéreo:

Relativo ou pertencente ao
éter.
2. Preparado com éter, ou que contém éter.
3. Que é da natureza do éter, ou que tem as propriedades do éter.
4. Ocupado ou preenchido pelo éter.
5. Puro, delicado, elevado.
6. Var: eteral, etereal.

------------------------------------------------------------------------------------------

27 - O EU DIVINO

A Presença do “EU SOU”. O
"EU SOU O QUE EU SOU" que Deus revelou a Moisés.

ESPIRITUALIDADE E MAGIA SEXUAL

A autêntica Magia, a metafísica prática de Bacon, é a ciência misteriosa que nos permite controlar as forças sutis da Natureza.

A magia prática é, segundo Novalis, a arte prodigiosa que nos permite influir, conscientemente, sobre os aspectos interiores do homem e da Natureza.

O amor é o ingrediente íntimo da magia, a substância maravilhosa do amor obra magicamente.

Também Goethe, o grande iniciado alemão, declarava-se pela existência mágica do ser criador; por uma magia anímica que atua sobre os corpos. A lei fundamental de todos os influxos mágicos baseia-se na polaridade. Todos os seres humanos, sem exceção, têm algo de forças elétricas e magnéticas e exercem, qual um magneto, uma força atrativa e outra repulsiva.

Entre os homens e mulheres que se adoram é especialmente poderosa essa força magnética, e sua ação atinge longa distância.

A palavra magia deriva-se da raiz sânscrita Mahas; em latim, Magis; em persa, Maga; em ariano, Mab; em alemão, Mebr, ou seja, Mas, significado do próprio sentido de saber e conhecer além da medida comum.

Em nome da verdade devemos dizer-lhes que não são hormônios ou vitaminas patenteadas o que necessita a humanidade para viver e sim do completo conhecimento do Tu e Eu e do intercâmbio inteligente de mais seletas faculdades afetivas entre o homem e a mulher.

A Magia Sexual, o Maithuna, fundamenta-se nas propriedades polarizadoras do homem e da mulher porque eles têm o seu elemento potencial no phalo e no útero. A função sexual desprovida de toda espiritualidade e de todo amor é unicamente um polo da vida.

Ânsia sexual e anelo espiritual em completa fusão mística constituem, em si mesmos, os dois polos radicais de todo erotismo saudável e criador. Para os gnósticos o corpo físico é algo assim como alma materializada, condensada e não um elemento impuro, pecaminoso, como supõem os tratadistas da ascese absoluta de tipo medieval.

Em oposição, a ascética absoluta com seu caráter negativista da vida surge, como por encanto, a ascética revolucionária da nova Era de Aquário: mescla inteligente do sexual e do espiritual.

A Magia Sexual, o Sexo-Yoga, conduz inteligentemente a unidade mística da alma e da sensualidade, ou seja, a sexualidade vivificada. O sexual deixa de ser motivo de vergonha, dissimulação ou tabu e torna-se profundamente religioso.

Da completa fusão do entusiasmo espiritual com a ânsia sexual advém a Consciência Mágica.

É urgente nos emanciparmos do círculo vicioso do acoplamento vulgar e penetrarmos conscientemente na esfera gloriosa do equilíbrio magnético. Devemos nos redescobrir no ser amado, encontrar nele a Senda do Fio da Navalha.

A Magia sexual prepara, ordena, enlaça, ata e desata, também, novamente em ritmo harmônico, esses milhares de milhões de dispositivos físicos e psíquicos que constituem nosso próprio universo particular interior.

Reconhecemos dificuldades, o duplo problema que apresentam as correntes nervosas e as sutis influências que, consciente ou inconscientemente, atuam sobre a vontade.

Samael Aun Weor (O Parsifal Desvelado)

Intercâmbio Magnético

Em cópula química, no coito metafísico, durante o Sahaja Maithuna, experimenta-se a máxima sensação erótica aos cinco minutos.

Flamas dinâmicas, magnéticas, como ondeante mar de gás vermelho purpúreo, terrivelmente divino, rodeiam o casal durante o transe sexual.

Tremendo instante é esse em que as correntes masculinas intentam unir-se com as femininas.

Com a pausa magnética criadora, estabelecem-se ritmos sexuais harmônicos e coordenados entre o homem e a mulher.

Tal pausa contém, em si mesma, dois fatores básicos:

a) Determinado período de tempo inteligente e voluntariamente estabelecido entre cópula e cópula.

b) Desfrute prolongado do coito metafísico sem orgasmo, espasmo e sem perda do licor seminal.

Para que o intercâmbio das forças magnéticas seja profundo, edificante e essencialmente dignificante, é urgente que os mais importantes centros do corpo façam contato de forma harmônica e tranquila.

O clitóris que se acha encaixado entre ambos os lábios pequenos da vulva, representa o ponto mais sensível do organismo feminino.

Qualquer clarividente iluminado poderá perceber as forças centrífugas magnéticas que iniciam sua marcha desde o clitóris.

O clitóris é, portanto, o ponto centrífugo magnético que provê a aura da mulher de convenientes correntes de energia.

Entretanto, nós devemos estudar tudo isto não de forma parcial, senão total; seria absurdo supor que o clitóris que se encontra ante a saída vaginal, separado desta pelo canal condutor da uretra, seja o único portador e gerador da superior sensação para o sexo feminino.

Devemos pensar e compreender que também o útero e partes isoladas do interior da vagina podem ser portadoras e geradoras da máxima sensação sexual.

É inquestionável que o tecido cavernoso e os corpúsculos terminais se encontram no clitóris.

Sem tais tecidos e corpúsculos, a idoneidade fisiológica feminina e a possibilidade de alcançar a máxima sensação sexual ficariam excluídas.

Depois do contato com o varão, o clitóris, provido de corpos cavernosos, entra em ereção, como o falo masculino, inflamando-se ao par.

No instante extraordinário em que também incham os corpos cavernosos na região dos lábios da vulva, a entrada da vagina se reveste de uma espécie de acolchoado esponjoso que envolve, maravilhosamente, o falo masculino.

Quanto mais se umedece, agora, a entrada da vagina pela secreção glandular, tanto maior é a possibilidade de levar os finos condensadores magnéticos que ali se encontram situados, a uma afinidade elétrica com o falo que, na organização da tensão do corpo humano, representa, por assim dizer, o emissor primário de energia, para intercambiar uma corrente alternada físico-psíquica.

O sábio Waldemar diz: “Não esqueçamos, nosso corpo será invariavelmente tanto mais completo quanto mais desenvolvido e sob controle consciente se ache o sistema nervoso simpático”.

“Quando o homem e a mulher, com o mínimo possível de movimentos, isto é, só com os que são necessários para a manutenção e prolongamento do contato, fazem da união sexual, também, uma união psíquica, só então se procurará a oportunidade de que sejam carregados de eletricidade os gânglios cérebro-espinhais que se acham ligados à glândula pineal, a soberana do corpo, e, ademais, também ao plexo solar (plexus coeliacus) com os numerosos plexos radiadores para fígado, intestino, rins e baço.”

O abominável espasmo sexual é, certamente, um curto-circuito que nos descarrega espantosamente; por isso devemos evitá-lo sempre.

A força maravilhosa de Od se acha especificada nos diversos órgãos em qualidade diversa; assim, o melhor e mais fecundo intercâmbio magnético criador se fundamenta no seguinte procedimento revolucionário: o lado do coração do varão repousa ao lado direito da fêmea, unindo-se sua mão esquerda com a direita dela e estabelecendo contato de seu pé direito com o esquerdo da mulher.

Os órgãos sexuais podem, então, dedicar-se a uma tarefa da qual, com grande frequência, são subtraídos, ou seja, a de servir ao princípio físico da assimilação e depuração da matéria, primariamente, mediante a atuação sobre o plexo situado embaixo do diafragma (parte ventral do sistema nervoso simpático), o que é imprescindivelmente necessário, como base para o desenvolvimento da sensação mais refinada.

A cópula metafísica, com todo seu refinamento erótico, nos coloca em uma posição privilegiada, mediante a qual dispomos de forças maravilhosas que nos permitem reduzir a poeira cósmica cada uma dessas entidades tenebrosas que personificam nossos defeitos psicológicos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Os elementos

Os Elementos

Tudo o que já foi criado veio a este plano através dos efeitos dos elementos. Isso se aplica tanto ao macrocosmo quanto ao microcosmo, os grandes e pequenos mundos. Entretanto, eu vou lidar com essas energias no começo da iniciação e mostrar particularmente sua profunda importância e seu múltiplo significado. Até agora, muito pouco tem sido dito na literatura oculta sobre a energia dos elementos. Por essa razão, tornei minha responsabilidade tratar desse assunto pouco explicado e erguer os véus que encobrem suas leis. Naturalmente, é uma tarefa difícil iluminar o não iniciado para que eles não só se tornem conscientes da existência e da atividade dos elementos, mas que também possam se tornar capazes de trabalhar na prática com essas energias no futuro.
Todo o universo pode ser comparado a um mecanismo de relógio com engrenagens que se juntam e são interdependentes. Até mesmo o conceito da deidade como o ser compreensível mais elevado pode ser categorizado em aspectos análogos aos elementos. Falaremos mais sobre isso no capítulo sobre Deus.
Nas mais antigas escrituras orientais, os elementos são chamados de tattwas. Na literatura européia, só prestamos atenção neles quando seus bons efeitos são mostrados e quando somos avisados de suas influências desfavoráveis. Em outras palavras, sob as influências dos tattwas, certas ações podem ser realizadas e outras não. Não deve haver dúvidas sobre a autenticidade deste fato. Mas tudo o que foi publicado até agora mostra apenas um aspecto limitado dos efeitos dos elementos, que podem ser encontrados facilmente em livros de astrologia.
Entretanto, eu vou penetrar mais fundo no segredo dos elementos. Por isso, eu escolhi uma outra chave, uma que é análoga à chave astrológica, mas que na verdade não tem nada a ver com ela. Vou mostrar como utilizar essa chave nas mais diversas maneiras, as quais são desconhecidas para o leitor, até agora. Nos próximos capítulos, vou lidar em sequência e com detalhes com as funções, analogias e efeitos dos elementos. Não apenas a teoria será revelada, mas daremos atenção também à prática, pois é aqui que você encontrará o maior arcano.
Mesmo no Tarot, o mais antigo livro da sabedoria, esse grande mistério dos elementos é lembrado por ter como representação da primeira carta a figura do Mago, que enfatiza o conhecimento e controle dos elementos. Nessa primeira lâmina, a espada simboliza o elemento Fogo, a varinha, o elemento Ar, a taça, o elemento Água e as moedas, o elemento Terra. Aqui, é óbvio que os antigos mistérios escolheram o Mago como a primeira carta do Tarot e, consequentemente, escolheram o controle dos elementos como primeira ação da iniciação. Em honra a essa tradição, vou devotar a maior atenção aos elementos, acima de tudo. Mais adiante, ficará evidente que a chave para os elementos é um remédio universal com os quais todos os problemas podem ser resolvidos.
A sequência dos tattwas, de acordo com o sistema hindu, é o seguinte:

Akasha – Princípio do Éter
Tejas – Princípio do Fogo
Vayu – Princípio do Ar
Apas – Princípio da Água
Prithiivi – Princípio da Terra

De acordo com a doutrina hindu, os quatro tattwas mais densos se formaram a partir do quinto tattwa, o princípio akáshico (ou o Akasha). Assim, o Akasha é o princípio causal e, como a quinta energia, é também conhecido como a quintessência. No capítulo apropriado, falarei mais detalhes sobre o Akasha, o mais sutil dos elementos. Também falarei dos atributos de cada elemento, indo do mais alto plano até a matéria física mais densa. Neste momento, o leitor já deve ter percebido que não é tarefa fácil analisar o grande mistério da criação e encontrar as palavras certas capazes de fazer alguém penetrar nesse assunto e formar uma imagem dele.
A análise dos elementos é discutida em maiores detalhes e seu valor prático é enfatizado, de forma que qualquer cientista, seja ele um químico, um físico, um hipnotizador, um ocultista, um mago, um místico, um cabalista, um yogui, ou o que quer que seja, poderá extrair disso seus benefícios práticos. O propósito deste livro terá sido alcançado se eu tiver sucesso em ensinar ao leitor como penetrar neste assunto ao menos até o ponto onde ele seja capaz de usar a chave prática para o campo de conhecimento que interessa a ele.

O Princípio do Fogo

Já mencionamos que o Akasha ou princípio Etérico, é a causa da formação dos elementos. De acordo com as escrituras orientais, o primeiro elemento a vir do Akasha é Tejas, o princípio do Fogo. Este elemento, assim como os outros, age não apenas no nosso plano físico, mas em tudo que foi criado. Os atributos fundamentais do princípio do Fogo são calor e expansão. É por isso que, no início de qualquer criação, há Fogo e Luz. Até a Bíblia começa com as palavras “Fiat Lux – que se faça a luz.”
A Luz, naturalmente, tem no Fogo a sua fundação. Todos os elementos, incluindo o Fogo, possuem duas polaridades, chamadas ativa e passiva ou plus e minus. A ativa é sempre construtiva, criativa e geradora, enquanto que a passiva é desagregadora e destruidora. Quando falamos de um elemento, devemos sempre falar de seus dois atributos fundamentais.
A religião tem sempre atribuído o bem à parte ativa e o mal à parte passiva. Fundamentalmente, entretanto, não há bom nem mau. Isso é baseado em conceitos humanos. Para o Universo, não existe bom nem mau, porque tudo foi criado de acordo com leis imutáveis. Os princípios divinos são refletidos nessas leis, e apenas conhecendo essas leis é possível se aproximar do divino.
Como mencionado antes, a expansão é inerente ao princípio do Fogo. A fim de obter uma melhor ideia deste princípio, vamos chamá-lo de fluido elétrico. Mais tarde, descobriremos a razão para a analogia entre o fluido elétrico e a eletricidade física. O princípio elemental do Fogo é ativo e latente em tudo que foi criado em todo o universo, do menor grão de areia ao mais elevado ser visível ou invisível.

O Princípio da Água

No capítulo anterior, tomamos conhecimento da criação e das características do elemento positivo Fogo. Nesse capítulo, vamos descrever o princípio oposto, o princípio da Água. Assim como o Fogo, esse princípio também veio do Akasha, o princípio etérico. Em comparação com o Fogo, ela tem atributos totalmente opostos, sendo suas propriedades fundamentais o frio e a retração. Aqui também lidamos com dois pólos ou polaridades: o pólo positivo é construtor, doador de vida, nutriente e preservador, enquanto o pólo negativo, assim como o Fogo, é decompositor, fermentador, desagregador e dissipador. Uma vez que o atributo fundamental deste elemento é a retração, ele originou o fluido magnético. Fogo, assim como a Água, é ativo em todas as regiões. De acordo com a lei da criação, o princípio do Fogo não pode existir sem conter em si um pólo oposto, que é o princípio da Água. Esses são os dois elementos fundamentais com os quais tudo é criado. Consequentemente, nós temos que contar em todos os lugares com esses dois elementos principais, e com os fluidos elétrico e magnético, assim como suas polaridades opostas.


O Princípio do Ar

Outro elemento que se originou do Akasha é o Ar. Iniciados não consideram este um elemento verdadeiro. Ao invés disso, eles lhe dão o lugar de mediador entre os princípios do Fogo e da Água, que o Ar estabiliza, com um equilíbrio neutro entre os princípios ativo e passivo do Fogo e da Água. Toda vida criada foi colocada em movimento através da ação recíproca das polaridades ativa e passiva dos elementos do Fogo e da Água.
Na sua posição de mediador, o princípio do Ar adquiriu do Fogo o atributo do calor e da Água o atributo da umidade. A vida não seria possível sem esses dois atributos, que também dão ao Ar duas polaridades: em seu efeito positivo é a polaridade doadora de vida e no efeito negativo, a polaridade destruidora.
Eu deveria acrescentar a isso que os elementos citados não são o fogo, água e ar comuns, que são apenas aspectos do plano material ou físico. Ao invés disso, estamos lidando aqui somente com os atributos universais dos elementos.

O Princípio da Terra

Nós dissemos que o princípio do Ar não representa verdadeiramente um elemento. O mesmo se aplica ao princípio da Terra. Isso significa que, da ação integrada dos três elementos citados, a Terra formou-se por último e, com seu atributo específico de solidificação, contém os outros três elementos. Esta característica de solidificação também deu aos outros elementos uma forma concreta. Ao mesmo tempo, as atividades desses três elementos foram limitadas e, como resultado, espaço, dimensão, peso e tempo passaram a existir. A ação recíproca dos três elementos junto com o elemento Terra se tornou quadripolar. O fluido na polaridade do elemento Terra é eletromagnético. Uma vez que todos os elementos são ativos no quarto elemento, Terra, toda vida criada pode ser explicada. Através da materialização deste elemento que surgiu o Fiat, o “Faça-se”.
Detalhes dos efeitos específicos dos elementos nas várias esferas e reinos, como o reino da natureza, o reino animal, o reino humano, etc..., serão dados mais adiante. O mais importante neste momento é que o leitor tenha uma ideia geral dos efeitos das características dos elementos em todo o universo.

Fonte:- Arsenal Gnóstico

#comment-form

#comment-form